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Rabelados de Cabo Verde

 10/05/2012

  Ficheiro:Rabelados.image004.jpg

Nos anos 1940 do século XX a Igreja Católica enviou para Cabo Verde alguns padres para substituir os locais, introduzindo alterações na celebração das missas e nos costumes religiosos, nomeadamente o ensino da religião.

Alguns grupos da população rebelaram-se contra essas alterações. Conhecidos em crioulo como rabelados (rebelados, revoltados), passaram a exercer as suas antigas tradições na clandestinidade.

Os Rabelados foram ridicularizados pelo resto da sociedade, denunciados e perseguidos. As autoridades desterraram-nos para outras ilhas e muitos chegaram a ser detidos.

Obrigada a formar grupos coesos para sobreviver, a comunidade dos Rabelados refugiou-se principalmente no interior de Santiago, nas zonas montanhosas de difícil acesso, nomeadamente nos concelhos do Tarrafal e de Santa Cruz. Nessas condições de semi-clandestinidade e isolamento foram preservadas as tradições religiosas e culturais e a independência face à hierarquia católica e ao poder político.

A maior comunidade de Rabelados vive actualmente em Espinho Branco. As habitações são muito simples e os Rabelados recusam símbolos de modernidade como rádio ou televisão, assumindo um cunho tendencialmente milenarista. Dedicam-se principalmente à agricultura, à pesca e ao artesanato. Os actos religiosos são realizados aos sábados ou domingos. Nesses dias não trabalham, percorrem grandes distâncias a pé até aos locais de culto e jejuam até meio da tarde.

  O chefe da comunidade, Nho Agostinho, morreu em 2006. O actual líder é Moisés Lopes Pereira. A comunidade em Espinho Branco é composta por cerca de 2 000 pessoas.

 Historicamente, os Rabelados permanecem um símbolo da resistência e espírito de independência do cabo-verdiano face aos poderes instituídos.

 Nos anos 1940 do século XX a Igreja Católica enviou para Cabo Verde alguns padres para substituir os locais, introduzindo alterações na celebração das missas e nos costumes religiosos, nomeadamente o ensino da religião.
Alguns grupos da população rebelaram-se contra essas alterações. Conhecidos em crioulo como rabelados (rebelados, revoltados), passaram a exercer as suas antigas tradições na clandestinidade.
Os Rabelados foram ridicularizados pelo resto da sociedade, denunciados e perseguidos. As autoridades desterraram-nos para outras ilhas e muitos chegaram a ser detidos.
Obrigada a formar grupos coesos para sobreviver, a comunidade dos Rabelados refugiou-se principalmente no interior de Santiago, nas zonas montanhosas de difícil acesso, nomeadamente nos concelhos do Tarrafal e de Santa Cruz. Nessas condições de semi-clandestinidade e isolamento foram preservadas as tradições religiosas e culturais e a independência face à hierarquia católica e ao poder político.

 

Forte Real de S. Filipe

15-04-2012 

Forte Real de São Filipe, também referido como Fortaleza Real de São Filipe ou simplesmente como Cidadela, localiza-se no alto da Achada de São Filipe, na cidade da Ribeira Grande, atual Cidade Velha, no município da Ribeira Grande de Santiago, na ilha de Santiago, em Cabo Verde.

Em posição dominante sobre a cidade, a 120 metros acima do nível do mar, foi a primeira e mais importante fortificação do arquipélago.

O forte foi erguido no contexto da Dinastia Filipina, após os assaltos do corsário inglês Francis Drake em 1578 e em 17 de Novembro de 1585, com a função de defesa da cidade e de seu ancoradouro. As obras foram iniciadas em 1587 e estavam concluídas em 1593, a cargo do engenheiro militar João Nunes e com traça do arquitecto militar Filipe Terzio.

O forte apresenta planta no formato trapezoidal, com muralhas em aparelho de pedra, dois baluartes pentagonais completos nos vértices a este e a oeste, separados por cortinas, e dois meio-baluartes, a norte e a sul, com respectivas guaritas. Por se situar no lado de terra, sobranceira à povoação da Ribeira Grande, não era possível que, da fortaleza, se fizessem tiros de curto alcance, pelo risco de atingir a povoação.

O interior da fortificação é acedido por duas portas: o portão principal, rasga-se na muralha sudoeste, para o lado da cidade. No terrapleno, ao abrigo dos muros, encontra-se a Casa do Governador (próximo ao meio-baluarte sul) e, fronteira a ela, a capela de São Gonçalo. Ainda no terrapleno, aproximadamente ao centro, abre-se uma cisterna. A sudeste, erguem-se o paiol da pólvora e os armazéns, e a oeste, no mesmo alinhamento, os quartéis da tropa. Ao norte e ao oeste, um muro de 480 palmos de altura fechava a defesa. Acredita-se que a praça estava artilhada com nove peças do calibre 18.

 O conjunto defensivo era integrado ainda por sete pequenas fortificações, a saber:

§  Forte de Santo António

§  Forte de São João dos Cavaleiros

§  Forte de São Veríssimo (os três na margem esquerda da Ribeira Grande);

§  Forte do Presídio (ao centro, sobre a praia) com a chamada "Muralha do Mar", ligando o forte de São Veríssimo ao

§  Forte de São Brás (na margem direita da Ribeira Grande); e mais dois fortes a oeste deste:

§  Forte de São Lourenço,[2] com uma grande muralha "denteada", fechando o acesso à parte ocidental da cidade e

§  Forte de Santa Marta, atualmente desaparecido.

O cruzamento dos fogos destes fortes, dois a dois, deveria repelir qualquer ataque vindo do mar, ao longo de toda a extensão do porto.

Fonte: Wikipédia 

Bandeira

 27-01-2012

 Bandeira de Cabo Verde

 O rectângulo azul da bandeira simboliza o mar e o céu que envolvem as ilhas. As faixas, o caminho da construção do país, sendo o branco, a paz que se quer (e se tem conseguido, sendo Cabo Verde um dos países mais pacíficos e uma das democracias mais estáveis da África) e o vermelho, o esforço e a luta. Por último, as estrelas representam as dez ilhas que compõem o arquipélago

Eugénio Tavares

27-01-2012 

 Eugénio de Paula Tavares (Ilha Brava18 de outubro de 1867 — Vila Nova Sintra 1 de junho de 1930), foi um jornalistaescritor e poeta cabo-verdiano O filho de Eugénia Roiz Nozolini Tavares e de Francisco de Paula Tavares  foi baptizado na Igreja de S. João Baptista a 5 de Novembro do mesmo ano, pelo cónego vigário Guilherme de Magalhães Menezes, sendo sua madrinha Maria Medina de Vera Cruz.

 No seguimento do desaparecimento da sua familia, Eugénio é adoptado por José e Eugénia Martins de Vera Cruz.

Por volta dos 12 anos de idade, Eugénio inicia-se na poesia. Os seus poemas corriam de casa em casa, de mão em mão, ganhando graça e notoriedade na Ilha Brava, num meio onde a poesia era muito cultivada. Entretanto aprendera a tocar a guitarra portuguesa e diz-se que apareceram nessa altura as primeiras composições musicais.

 Em pouco tempo domina o Inglês, o Francês e começa a colaborar na imprensa, nos periódicos locais e na Revista de Cabo Verde onde descreve as ruas de Mindelo a transbordar de estrangeiros e mostra São Vicente à imprensa da época. Assim, Eugénio viveu e amou Mindelo, a sua segunda terra, e ficaria nesse encantamento por toda a vida, vindo mais tarde, a pugnar, pelos seus direitos e sua elevação a Cidade.

Decorrido cerca de dois anos, quis mudar-se para Santiago e conhecer esse Cabo Verde profundo e vernáculo. Com influências de seu pai em 1888 pede para ser colocado como Recebedor da Fazenda Pública no Concelho de Tarrafal. Segundo os seus biógrafos, essa escolha começa a definir o destino de um homem invulgar já enamorado pelo seu povo e interessado em conhecê-lo e até defendê-lo.

 De regresso à Brava em 1890, Eugénio está um conhecedor da realidade de Cabo Verde, feito Recebedor da Fazenda na Brava, casa-se com D. Guiomar Leça, senhora de muitas virtudes, e companheira fiel para toda a vida e com a vida estabilizada, Eugénio fica preparado para um futuro brilhante. Já podia sonhar, e sonhou. O seu sonho era:

 A Felicidade e o Engrandecimento do Povo Caboverdiano.

 

A minha casa

Ó minha pobre casa! Estância honesta! 
Minha felicidade inigualada! 
Quem me dera passar, nesta jornada, 
À tua sombra a vida que me resta!

Tudo me fere, tudo me molesta! 
Longe de ti, minha pobreza amada! 
O sol mais claro não me alegra; 
Nada me aquece e me ilumina a fronte mesta!

O meu destino, túrbido, mesquinho, 
Na saudade dos olhos siderais 
Da companheira que ficou no ninho,

Arrasta-me a visões de dor, mortais:
E penso que talvez neste caminho 
Não paro à tua sombra nunca mais!

Eugénio Tavares

Fontes:http://www.eugeniotavares.org

Raboita Rubon Manel/ Homi faka Mudjer matxadu 

27-01-12

 


A revolta, cantada pela cantora Lura (acima), foi organizada por mulheres e foi violentamente reprimida.

Ocorrida em 1910, a revolta foi um episódio marcante da história rural da ilha de Santiago (em Cabo-Verde), ilha marcada pelo sistema de exploração de morgadios: os morgados eram donos da terra, das casas e das colheitas. Ao rendeiro, sobrava fome e miséria.

Em Fevereiro de 1910, o Padre António Duarte da Graça insurge-se contra a prisão de um pequeno grupo de mulheres que tinham colhido ilegalmente sementes de pulgeira selvagem.

A recolha e exportação destas sementes produtoras de sabão era monopólio oficial. O protesto do padre transformou-se gradualmente numa revolta de muitos habitantes locais que, comandados por uma mulher, Ana Veiga, marcharam com machados e pedras atacaram a prisão de Cruz Grande.

O lema da revolta era "Aqui não há negro, não há branco, não há rico, não há pobre... somos todos iguais!". A milícia acabaria por esmagar a revolta.
Desta revolta, ficou a máxima "Omi faka, Mudjer matxadu, minis tudu ta djunta pedra". 

Nesse último informativo sobre o aniversário de independência de Cabo-Verde (5 de julho de 1975), venho falar de uma das revoluções populares mais importantes do arquipélago, a Revolta do Rendeiros de Ribeirão Manuel (Raboita Di Rubon Manel).

A revolta, cantada pela cantora Lura (acima), foi organizada por mulheres e foi violentamente reprimida.

Ocorrida em 1910, a revolta foi um episódio marcante da história rural da ilha de Santiago (em Cabo-Verde), ilha marcada pelo sistema de exploração de morgadios: os morgados eram donos da terra, das casas e das colheitas. Ao rendeiro, sobrava fome e miséria.

Em Fevereiro de 1910, o Padre António Duarte da Graça insurge-se contra a prisão de um pequeno grupo de mulheres que tinham colhido ilegalmente sementes de pulgeira selvagem.

A recolha e exportação destas sementes produtoras de sabão era monopólio oficial. O protesto do padre transformou-se gradualmente numa revolta de muitos habitantes locais que, comandados por uma mulher, Ana Veiga, marcharam com machados e pedras atacaram a prisão de Cruz Grande.

O lema da revolta era "Aqui não há negro, não há branco, não há rico, não há pobre... somos todos iguais!". A milícia acabaria por esmagar a revolta.

O esboço do monumento da Raboita di Rubon Manel, em pedra e cimento, mostra uma mulher em marcha, empunhando um machado, e arrastando uma multidão, simbolizada por um quadro de esculturas em baixo relev

Nesse último informativo sobre o aniversário de independência de Cabo-Verde (5 de julho de 1975), venho falar de uma das revoluções populares mais importantes do arquipélago, a Revolta do Rendeiros de Ribeirão Manuel (Raboita Di Rubon Manel).

A revolta, cantada pela cantora Lura (acima), foi organizada por mulheres e foi violentamente reprimida.

Ocorrida em 1910, a revolta foi um episódio marcante da história rural da ilha de Santiago (em Cabo-Verde), ilha marcada pelo sistema de exploração de morgadios: os morgados eram donos da terra, das casas e das colheitas. Ao rendeiro, sobrava fome e miséria.

Em Fevereiro de 1910, o Padre António Duarte da Graça insurge-se contra a prisão de um pequeno grupo de mulheres que tinham colhido ilegalmente sementes de pulgeira selvagem.

A recolha e exportação destas sementes produtoras de sabão era monopólio oficial. O protesto do padre transformou-se gradualmente numa revolta de muitos habitantes locais que, comandados por uma mulher, Ana Veiga, marcharam com machados e pedras atacaram a prisão de Cruz Grande.

O lema da revolta era "Aqui não há negro, não há branco, não há rico, não há pobre... somos todos iguais!". A milícia acabaria por esmagar a revolta.

O esboço do monumento da Raboita di Rubon Manel, em pedra e cimento, mostra uma mulher em marcha, empunhando um machado, e arrastando uma multidão, simbolizada por um quadro de esculturas em baixo relevo.

A figura é a de Ana Veiga. Desta revolta, ficou a máxima "Omi faka, mudjer matxadu, mininus tudu ta djunta pedra", que em crioulo caboverdeano, significa "Aos homens, facas; às mulheres, machados; à meninada toda juntando pedra".

 

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